quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Primeiro post

Bom, como esta é a primeira vez que posto aqui (e eu queria começar com o pé direito) vou contar um caso que aconteceu "com um amigo meu", o caso da caça aos vagalumes. Acreditem se quiser, é a mais pura verdade... a fonte é bem confiável.

Certa noite, tinha eu, ops, quer dizer, tinha meu amigo chegado em casa com sua namorada, todo despreocupado e contente, quando eis que batem palma na frente de sua casa um casal que eles nunca tinham visto mais gordos na vida deles - não que o casal fosse gordo, muito pelo contrário, força de expressão mesmo.

Enfim, o casal pediu pra falar com a garota que tinha acabado de entrar na casa. Imaginem a cara de espanto do meu amigo, afinal ele nunca tinha visto o casal antes. Então, meio desconfiado, meu amigo decidiu chamar sua namorada pra anteder a porta.

A garota, cujo nome não me lembro, mas que vou chamar de Alice pra facilitar nossa conversa daqui pra frente, foi logo fazendo seguinte pedido a minha namora... ops, quero dizer, a namorada do meu amigo: Alice queria que a namorada do meu amigo ligasse pra tia dela e fingisse que é sua amiga e dissesse que ela estava numa represa em Igaraçu do Tietê - SP (obs.: nós estávamos em São Carlos - SP) e, o que é pior, caçando valgalumes!

Tá bom, eu sei que fui muito depressa e que ninguém deve estar entendendo nada ou sequer acreditando nisso tudo, mas foi exatamente assim que meu amigo e sua namorada se sentiram na hora.

A Alice então começou a explicar que ela fazia Biologia (não me lembro em que outra cidade) e que realmente havia uma escursão da sua turma pra caçar vagalume na represa no meio do nada. Bom, vai entender, né? Cada maluco com a sua mania.

O fato é que ela não estava onde devia estar, mas estava onde estava porque queria estar com o cara que veio junto com ela bater na porta da casa do meu amigo, que vamos chamar de Bob daqui pra frente. Complicado? Colocando em outras palavras, ela não foi caçar vagalume na represa de Igaraçu do Tietê, mas foi pra São Carlos caçar você sabe o quê na casa do Bob (mas especificamente na cama do Bob - é bom usar boas palavras para os meio intendedores).

Bom, esclarecidas as intenções do "casal vagalume", eles pediram pra que meus amigos ligassem de um lugar mais "reservado", mais "discreto"... não é nada disso que você está pensando, eles foram pra cozinha da casa do meu amigo. Creio que a namorada do meu amigo, coitada, ficou uma meia hora tentando decorar o papel de amiga da Alice e todo aquele blá, blá, blá de caçar vagalume. E não é que a tia da Alice era cética? Também não era pra menos, quem é que ia engolir essa história bizonha?

No final das contas a tia da Alice pediu pra que a namorada do meu amigo tirasse foto da portaria da represa (sim, a filha da mãe conhecia a tal represa, dá pra acreditar?) com o tutor "delas" (o professor responsável pela escursão, que, claro, a tia da Alice também conhecia - Murphy não é mesmo implacável? Nem pra deixar a coitada se divertir numa boa, pô!).

Bom, resumo da ópera, o casal foi embora e, obviamente como eles não estavam em Igaraçu do Tietê e nem estavam o tutor da Alice, eles não conseguiram a tal foto... ou seja, tanta complicação não adiantou de nada!!! Só serviu pra render boas risadas!

Por isso que eu falo: "água morro abaixo, fogo morro acima, mulher, meu amigo, quando quer ** ninguém segura!"

Um comentário:

  1. Oi meu lindo...
    Como eu te disse por gtalk, eu gosto muito da forma que vc escreve. Eu só não sei se quem não viveu a historia, ou melhor, quem não conhece a historia, consegue entender o rolo todo... rs... Mas eu que não iria cair nessa de caçar vagalume, eu não ia...
    Eu deveria ter falado pra tia da Aline que era pra ela deixar a pobre fazer oq bem entender.. rs.. Digo, eu não, a namorada do seu amigo!
    Beijo

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